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Alugar imóveis por temporada vai pesar mais no bolso dos brasileiros a partir de 2026. A nova regulamentação da Reforma Tributária do consumo passa a tratar esse tipo de locação como prestação de serviço de hospedagem e não mais apenas como rendimento imobiliário. Isso significa que, além do Imposto de Renda, a atividade também estará sujeita ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
A nova carga tributária, segundo especialistas, pode chegar a 44% da receita bruta, especialmente para pessoas físicas que oferecem imóveis em plataformas como Airbnb e Booking. A mudança deve impactar tanto os locadores quanto os consumidores, com expectativa de alta generalizada nos preços.
Entenda o que muda
O principal ponto da mudança é a equiparação do aluguel por temporada à atividade de hotelaria. Como consequência, passam a incidir tributos sobre consumo diretamente sobre a receita bruta da operação — sem qualquer possibilidade de dedução de despesas operacionais como:
Esses fatores tornam o novo modelo tributário mais pesado, especialmente para pequenos locadores que operam como pessoa física e não têm estrutura para planejamento tributário.
Além disso, a fiscalização tende a se intensificar. Com o avanço do Cadastro Imobiliário Brasileiro e o cruzamento de dados com plataformas digitais, cresce também o risco de autuações e obrigações acessórias mais rígidas.
Impacto direto no consumidor
Com a elevação expressiva da carga tributária, a tendência é de que os custos sejam repassados ao consumidor. Alugar uma casa de praia, apartamento ou chalé em plataformas populares deve se tornar significativamente mais caro em 2026.
Há ainda o risco de redução na oferta de imóveis disponíveis para locação por temporada, uma vez que muitos proprietários poderão optar por sair da atividade devido à perda de rentabilidade.
O cenário para pequenos e grandes locadores
O impacto da nova tributação será desigual. Enquanto locadores que operam como empresa poderão realizar um planejamento tributário para mitigar os efeitos da mudança, pequenos proprietários — que atuam como pessoa física e contam com apenas um imóvel para aluguel — terão maior dificuldade para manter os preços competitivos.
Segundo especialistas, essa diferença pode resultar em dois movimentos principais:
Em resumo: